Teatro: Miscelânea

Oi gente!

Vim aqui falar sobre a estréia da melhor peça juvenil e inteligente da atualidade: MISCELÂNEA. A peça, que vem arrebatando os críticos teatrais, foi escrita e é dirigida pela jovem atriz Pitty Webo, que conseguiu traduzir os todos os significados da palavra ‘miscelânea’ e mesclou assuntos que pairam nas rodas dos jovens brasileiros.

MISCELÂNEA é uma peça contemporânea e com isso consegue admiradores por onde passam. O texto é uma ode à vida, com músicas alegres e aquela sensação boa de todo mundo ser uma grande família (atores, produção, público e a banda). Há quem diga que, além da inteligência, a peça tem umas tiradas clichês, mas como tudo é feito com felicidade, com apelo social, passa-se desapercebido pois além de tudo isso, informa aos cidadãos os seus direitos.

A definição exata da peça, a própria Pitty é quem faz:

Aos futuros espectadores: preparem-se para o desrespeito as regras da língua portuguesa! Esta peça não é realista, nem naturalista,podemos definir esta peça como Teatro do Absurdo. Mas pra que definir? Isso é uma MISCELÂNEA! É permitido gostar deste espetáculo!O objetivo dessa peça é não se filiar a nenhum objetivo. queremos que as pessoas pensem em sua vida e saiam do teatro transformadas. Mas se as pessoas riem um pouco e se divertirem, tudo bem também, afinal, um dia sem riso é um dia perdido.

O conceito Miscelânea se estende à seleção musical, que mostra um panorama da música brasileira, com canções de Chico Buarque, Caetano Veloso, Rita Lee, Raul Seixas, Renato Russo, MV Bill e Gonzaguinha.
Todas as músicas são executadas pelos músicos Daniel Valentini, Berbel e Sandro Dornelles,  e cantadas ao vivo pelos atores Pitty Webo, Álvaro Abrahão, Júlio Venceslau e Andrea Nery, surgindo como um grupo afinado que nos ensinam a saber viver melhor, com mais cidadania, garra, juventude e fé em continuar a labuta diária. Veja o comercial!!!

Miscelânea estréia dia 15/07, no Teatro Clara Nunes (Shopping da Gávea), no Rio de Janeiro, às 19h30. Clique aqui e imprima a filipeta com desconto!!!

É isso. c’yaLL


Por: Laila | Em: 12.07.2008 | Tags: | Comente

Literatura: Cordel

História:
Da poesia popular foi trazido o cordel, originalmente oral e depois impressa, em folhetos rústicos, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis. São escritos de forma rimada, sendo ilustrados com xilogravura*. Na versão oral, os autores, mais conhecidos como cordelistas, recitam versos em melodia cadenciada, acompanhados de repentes.

Origem:
A história dessa literatura começa com um autos luso-espanhol, por volta do século XVJ. O nome cordel está ligado à forma de comercialização destes folhetos em Portugal, onde são pendurados em cordões. Alguns deles, além de serem cantarolados por repentistas, viraram peças de teatro, nas mãos de cordelistas como Gil Vicente. Os portugueses trouxeram o cordel para o Brasil na segunda metade do séc. XIX e, embora seja pouco frequënte, também há criações de cordel em prosa.
Esse tipo de literatura popular também pode ser encontrado na Itália, Espanha, México e, como de origem, em Portugal. Na Espanha e México são chamados de pliegos sueltos e, no ano de 2007, comemorou-se 100 anos.

Temáticas:
As temáticas dos cordéis variam sobre os fatos cotidianos, lendas, religião e episódios históricos, como as façanhas de Lampião e o suídio de Getúlio Vargas, que são os de maior tiragem e vendas.
Os autores geralmente improvisam versos de acordo com um acontecimento ou alguém que queiram homenagear. Aqui no Brasil, a produção é tipicamente nordestina, concentrando-se mais nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, sendo vendidos em feiras livres, de livros ou de produtos nordestinos.

Aspectos:
Pelo fato dessa literatura ser distribuida nas ruas, feiras e botequins, e também por ser popular, o cordel foi, durante muito tempo, pouco apreciado. Em todo caso, existem inúmeros aspectos interessantes para seguirem à frente na leitura, como tais:

- O fato de seus divulgadores e autores participarem da arte do cotidiano e tradições populares, a manutenção da literatura de cordel é de grande valia, valorizando, assim, o folclore nacional;

- Por serem lidas em sessões públicas e terem o potencial de atingir um elevado número de exemplares distribuídos, acabam ajudando na disseminação da cultura, o hábito da leitura e luta contra o analfabetismo;

- A maioria dos temas cobrem a crítica social, política e são textos de opiniã, elevando o cordel ao estandarte de teor didático e educativo.

Principais autores:
Zé Limeira;
José Gonçalves;
José Alves Sobrinho;
Leandro Gomes de Barros; e
João Martins de Athayde.

Para maiores informações e como adquirir, visitem o site da Academia Brasileira de Literatura Cordel.

(*)xilogravura: técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. È um processo muito parecido com um carimbo.

Fontes:
Academia Brasileira de Literatura Cordel
Dicionário Aurélio
Dicionário de Cordel
Batista, Abraão. Antologia do Cordel, vol. I.

PS do Editor: tive problemas com o artigo da VIP, mas no máximo segunda-feira está no ar!


Por: Laila | Em: 05.04.2008 | Tags: | Comente

Filmes do Oscar - 2ª Parte

Bem , a idéia é acabar esta série(que começou dia 03/03) antes do próximo Oscar, então vou ter que acelerar um pouco mais: três filmes neste post e mais três no próximo post para fechar…

Juno

Sinopse: Juno MacGuff (Ellen Page) é uma jovem de 16 anos que acidentalmente engravidou de Paulie Bleeker (Michael Cera), um grande amigo com quem transou apenas uma vez. Inicialmente ela decide fazer um aborto, mas ao chegar na clínica muda de idéia. Junto com sua amiga Leah (Olivia Thirlby) ela passa a procurar em jornais um casal a quem possa entregar o bebê assim que ele nascer, já que não se considera em condições de criá-lo. É assim que conhece Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman), um casal com boas condições financeiras que está disposto a bancar todas as despesas médicas de Juno, além de dar-lhe uma compensação financeira caso ela queira. Juno recusa o dinheiro para si, mas decide que Vanessa e Mark ficarão com seu filho.
Fonte: Adorocinema.com

Opinião: o filminho bonitinho e fofinho do ano… Muitos disseram que era o “Pequena Miss Sunshine” de 2007, mas o fato dos dois serem independentes é uma das poucas coincidências. Eu gostei de ambos, embora tenha achado o Pequena Miss Sunshine, pois além de uma gama maior de personagens que ele tem, estes são mais “tridimensionais”, ou seja, mostram qualidades, defeitos, fraquezas… como qualquer ser humano. A trilha sonora de Juno é excelente, e o Marcus, do blog “A Grande Abóbora”, fez um bom podcast sobre ela, além de um post sobre o filme.

Veja o trailler legendado do filme, postado no youtube pela galera do Cinema com Rapadura, um dos melhores sites brasileiros sobre cinema:

Na natureza selvagem

Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.
Fonte: Adorocinema.com

Opinião: Um filme maravilhoso que não foi indicado a melhor filme, mas deveria… Você acompanha com curiosidade a saga do Chris McCandless em busca da real descoberta sobre si mesmo. Na sua viagem, ele deixa para trás lugares e pessoas fantásticas, até chegar ao Alaska, objetivo de sua empreitada. O irônico é que depois de buscar o isolamento, ele constata que a felicidade real só é completa se for compartilhada. É um filme que emociona, pois as sensações e sentimentos que nos transmite são genuínos. Recomendo a leitura da crítica do Cinema em Cena, muito mais completa do que esse curtíssimo comentário.

Veja o trailler do filme, outra contribuição do Cinema com Rapadura:


Conduta de Risco

Sinopse: Michael Clayton (George Clooney) trabalha numa das maiores firmas de advocacia de Nova York, tendo por função limpar os nomes e os erros de seus clientes. Tendo trabalhado anteriormente como promotor de justiça e vindo de uma família de policiais, Clayton é o responsável por realizar o serviço sujo da firma Kenner, Bach & Ledeen, que tem Marty Bach (Sydney Pollack) como um de seus fundadores. Apesar de estar cansado e infeliz com o trabalho, Clayton não tem como deixar o emprego, já que o vício no jogo[bb], seu divórcio e o fracasso em um negócio arriscado o deixaram repleto de dívidas. Quando Arthur Evans (Tom Wilkinson), o principal advogado da empresa, sofre um colapso e tenta sabotar todos os casos da U/North, uma empresa que é cliente da Kenner, Bach & Ledeen, Clayton é enviado para solucionar o problema. É quando ele nota a pessoa em que se tornou.
Fonte: Adorocinema.com

Opinião: O melhor dos concorrentes ao Oscar que eu assisti até agora, faltando apenas o “Sangue Negro”. Também é o filme que mais vai dividir opiniões, e grande parte das pessoas não vai gostar. O motivo disso é o fato do filme ser um pouquinho complexo, um “tantinho” acima da média, e também pelo fato dele ser um pouco frio com o espectador. Se você não der uma chance a ele, dificilmente será criada alguma empatia entre ambos, mas se essa chance existir, você se surpreenderá com uma trama envolvente e com algum suspense, além de personagens fortes e muito bem interpretados. Recomendo!

Veja o trailler, postado no youtube pelo pessoal do site Supercarioca.com:

Thiago Luiz Torquato - editor do blog InfoNeural e colaborador do Prove Isso.net


Por: Thiago Luiz Torquato | Em: 04.04.2008 | Tags: , , , , | 2 Comentários